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Mostrando postagens de Agosto, 2013

A NEGATIVIDADE DO ATO COMO RESISTÊNCIA AOS IMPERATIVOS DE GOZO DA SOCIEDADE CAPITALISTA (Milena Maria Sarti)

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O que o reclamão ainda não percebeu é que ele está inteiramente apegado a situações que possam legitimar as suas infindáveis reclamações.” (Ricardo Coimbra)


INTRODUÇÃO Pretendo discorrer sobre a atualidade do conceito de “política da negatividade do ato” ou “política Bartleby”, tal como elaborado por Zizek na obra “A visão em paralaxe” de 2006 (2008), em referência à personagem Bartleby do conto “Bartleby: o escriturário (uma história de Wall Street)” de Melville ([1853] 2008), cuja fala emblemática é “I would prefer not to (do)”. Proponho com isso elaborar a forma pela qual a ética do fracasso ou a ontologia negativa em psicanálise lacaniana emerge como um grito do real frente aos imperativos de gozo que organizam a sociedade capitalista, uma vez que para a psicanálise o sujeito do desejo contém algo que vai além do princípio de identidade, ou do lugar oferecido a ele pelo simbólico. Esse algo a mais marca a existência contraditória do sujeito por uma espécie de “tudo é e não é”, pois …

NOTÓRIOS DA PSICANÁLISE: SANDOR FERENCZI

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SANDOR FERENCZI, psiquiatra e psicanalista húngaro, nascido em Miskolc, em 07 de julho de 1873, vindo a falecer em Budapeste, em 22 de maio de 1933, foi o oitavo filho de Bernat Ferenczi e Rosa Eibenschütz – que teriam doze filhos. Um dos mais íntimos colaboradores de Freud, originário de uma família de judeus poloneses imigrantes, Sandor Ferenczi foi não só o discípulo preferido de Sigmund Freud, mas também o clínico mais talentoso da história do freudismo. Foi através dele que a escola húngara de psicanálise, da qual foi o primeiro animador, produziu uma prestigiosa filiação de artífices do movimento, entre os quais Melanie Klein, Geza Roheim e Michael Balint. A obra escrita de Ferenczi é composta de numerosos artigos, redigidos em estilo inventivo e sempre ligados à realidade. Grande escritor de cartas, Ferenczi também foi autor de um Diário Clínico, publicado em 1969. Um ano antes de sua morte, havia registrado vários relatos de casos, muitas inovações, assim como as críticas que d…