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Mostrando postagens de Março, 2014

ALTERIDADE E UNIDADE: FREUD E A CONDIÇÃO KANTIANA DA UNIDADE SINTÉTICA DA APERCEPÇÃO (Andrzej Leder – tradução de Fabíola Menezes de Araújo)

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O presente Artigo considera a possibilidade de estudar-se a psicanálise freudiana enquanto forma de transcendentalismo. Em particular, analisa-se a relação entre a proposição freudiana acerca da desconcertante alteridade que diferencia o sujeito – alteridade chamada “Inconsciente” – e a exigência kantiana acerca da necessidade de uma unidade sintética da apercepção. O estudo começa com a leitura que Ricoeur propõe dos ensinamentos freudianos, no intuito de demonstrar como, ao introduzir a linguagem da filosofia transcendental na leitura da obra de Freud, esse autor omite a questão das condições subjetivas necessárias à constituição de qualquer significação. Depois, em busca da possibilidade de formular essas mesmas condições a partir dos fundamentos da psicanálise freudiana, o Artigo toma por base a pertinente leitura que Heidegger faz de Kant. Encontra-se, nessa leitura, a justificativa modelo para a compreensão da unidade do “eu penso” enquanto acondicionada, em seu núcleo, pela div…

EDITORIAL ANO V

A REVISTA VÓRTICE DE PSICANÁLISE completa em março seu quinto ano de existência. O CORPO EDITORAL gostaria de parabenizar a todos pelo esforço e pela participação nesta empreitada psicanalítica. Desde FREUD, percebemos a importância da LEITURA e da ESCRITA para o desenvolvimento da Psicanálise. Com seus precisos levantamentos bibliográficos nos Artigos Teóricos, bem como na arte de sua escrita, ora romanceada nos Historiais Clínicos, ora metodologicamente perfeita nos Artigos Técnicos, FREUD nos deixou esse legado e essa deliciosa obrigação: LER e ESCREVER. Em 1925, escreve FREUD, incansável: “É quase humilhante que, após trabalharmos por tanto tempo, ainda estejamos tendo dificuldade para compreender os fatos mais fundamentais. Mas decidimos nada simplificar e nada ocultar. Se não conseguirmos ver as coisas claramente, pelo menos veremos claramente quais são as obscuridades”. Ficamos, portanto, com esse desafio: perpetuar a LEITURA e a ESCRITA. Uma LEITURA e uma ESCRITA que permitam um d…