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Mostrando postagens de 2016

NOTÓRIOS DA PSICANÁLISE: THEODOR MEYNERT

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THEODOR MEYNERT, psiquiatra alemão (1833-1892), mestre da psiquiatria vienense, amante da música, da arte e da literatura, foi, como Hermann Nothnagel, aluno de Karl Rokitanski (1804-1878). Nasceu na cidade de Dresden, em 15 de junho de 1833, e veio a falecer em Klosterneuburg em 31 de maio de 1892. A partir de 1873 até a morte, ocupou o posto de médico-chefe do hospital psiquiátrico da cidade. Personagem de caráter difícil e ambivalente, era conhecido por suas cóleras passionais, e talvez essa atitude não tenha sido estranha ao interesse que ele dedicou à amentia, ou seja, a confusão mental. Grande anatomista do cérebro, inspirou-se no modelo herbartiano para diferenciar o córtex superior, do qual fez uma instância socializada, do córtex inferior, de natureza primitiva ou arcaica. Essa descrição lhe possibilitou formular, depois de Wilhelm Griesinger (1817-1869), a hipótese de um “eu” primário de um “eu” secundário, que seria retomada por Freud em 1895, no seu “Projeto para uma psico…

VI ENCONTRO "LER & ESCREVER" - TORTURA, TRAUMA E DELÍRIO: O CORTE NA CARNE DA ALMA

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Prezados Leitores
É com muita satisfação que convidamos para, no próximo dia 15/out/2016, sábado, das 15h às 18h, o VI Encontro “LER & ESCREVER”, promovido pela REVISTA VÓRTICE DE PSICANÁLISE. O tema do Encontro será “TORTURA, TRAUMA E DELÍRIO: O CORTE NA CARNE DA ALMA”.
Através de recortes das histórias de Daniel Paul Schreber (1842-1911) e de Tito Alencar Lima (1945-1974), ambos acometidos de forte quadro delirante, pretendemos discutir o lugar da Tortura como trauma secundário no processo de desencadeamento no Delírio, que faria ressurgir das sombras os fantasmas de um trauma considerado primário, pulsional.
Schreber, que deixou registrado o quadro delirante em suas “Memórias de um Doente dos Nervos” (1903), foi objeto de um artigo de Freud em 1911. Eric L. Santner, em “A Alemanha de Schreber: uma história secreta de modernidade” (1996), aponta para um pai sádico (Daniel Gottlob Moritz Schreber) que literalmente “torturava” o filho com suas experiências ortopédico-moralizadoras, pro…

NOTÓRIOS DA PSICANÁLISE: IDA BAUER

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IDA BAUER(1882-1945), posteriormente tendo Adler como sobrenome de casada, ficou conhecida através do pseudônimo “Dora”, famoso caso clínico de Freud. Primeiro grande tratamento psicanalítico realizado por Sigmund Freud, anterior aos do Homem dos Ratos (Ernst Lanzer) e do Homem dos Lobos (Serguei Constantinovitch Pankejeff), a história de Dora, redigida em dezembro de 1900 e janeiro de 1901 e publicada quatro anos depois, desenrolou-se entre a redação de A interpretação dos sonhos e a dos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Originalmente, Freud queria dar a esse “Fragmento da análise de um caso de histeria” o título de “Sonho e histeria”. Através desse caso, ele procurou provar a validade de suas teses sobre a neurose histérica – etiologia sexual, conflito psíquico, hereditariedade sifilítica – e expor a natureza do tratamento psicanalítico, muito diferente da catarse e da hipnose, e já então fundamentado na interpretação do sonho e na associação livre. Ao longo dos anos, o text…

A BICICLETA, A INSUSTENTÁVEL AUSÊNCIA (Marcos InHauser Soriano)

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O amor é dar o que não se tem a alguém que não o quer” (JACQUES LACAN)
Este artigo se dá sob o olhar particular do autor sobre Hélène, personagem de “Le Sang Des Autres”, escrito por Simone de Beauvoir em 1945. Inquieta, trabalhando em uma loja de doces, a jovem Hélène é uma sonhadora, perdida em devaneios apaixonantes de viver um grande amor, de viver grandes aventuras que preencham certo espaço de sentido. Algo falta para uma Hélène completada, autobastante. O namoro com Paul é morno demais. Ele não responde, metido que está em sua relação com ideias sindicalistas, à solicitação de Hélène, que deseja ser objeto único e absoluto a ocupar a mente do rapaz. Às vezes surge outra Hélène. Uma outra, que questiona a nadificação do Mundo sem sua presença: o que seria do sentido do Mundo com sua morte, senão sentido algum? A morte extrai qualquer possibilidade de sentido. Mas essa outra Hélène é fugaz. Some à frente de um bom prato. Some a uma Hélène insaciável, devoradora de vida, bifes e batat…

PSICANÁLISE E PLANOS DE SAÚDE: A QUE PREÇO? - A EXPANSÃO DA PSICANÁLISE A USUÁRIOS DOS PLANOS DE SAÚDE (Aline Augusta Silveira Dias & Maria Alzira Marçola)

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Sob Orientação de Maria Alzira Marçola
Na atualidade, há uma demanda considerável de pacientes que buscam acompanhamento psicológico por intermédio dos convênios de saúde. A partir disto, visa-se com este artigo, articular os desafios da psicanálise em intervenções clínicas de pacientes conveniados aos planos de saúde e seus desdobramentos na prática clínica. Neste estudo objetiva-se compreender os impasses da criação de vínculo entre analista e paciente, e como o intermédio do convênio pode influenciar na transferência. Espera-se com este trabalho contribuir para que os analistas possam repensar sua prática clínica nos planos de saúde, e colaborar para que essa demanda crescente possa ser atendida pela psicanálise. Acredita-se que, mantendo o método psicanalítico, é possível haver análise, independente do setting, sendo a técnica manejada de acordo com o analista.

PSICANÁLISE E OS PLANOS DE SAÚDE Na atualidade, há uma demanda considerável de pacientes que buscam acompanhamento psicológi…