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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

SOBRE A POSITIVIDADE DO DEMÔNIO (Thomas Ferrari Ballis)

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O empreendimento ousado, a desconfiança prolongada, o cruel não, o tédio, o corte na carne viva – quão raramente se vê isto tudo reunido! Mas é de tais sementes – que brota a verdade.” (Nietzsche, 2014, p.270)
No ano de 2014 publiquei nesta mesma REVISTA um texto intitulado “Do efeito ao feito: Memória Madalena”, que trazia pequenas reflexões sobre a memória. Destas reflexões, muito se deveu a memória involuntária tratada por Marcel Proust em “Em Busca do Tempo Perdido” - mais especificamente na passagem da “madalena”, narrada no primeiro volume da obra, intitulado “No Caminho de Swann”. Lembro que algumas passagens desta obra me despertaram novos questionamentos, que permaneceram agarrados aos meus devaneios, em completa penumbra. O que pretendo neste texto é expor o que pôde ser pensado dessas obscuras passagens da obra proustiana, após serem cultivadas nas reflexões dos textos freudianos.
MEU MUNDO INTERNO LÁ FORA As passagens que mais me interessam neste momento, são as que narram o…