15 de março de 2016

TRANSCRIÇÕES E OPERAÇÕES CLÍNICAS DO ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO (Juan Salazar & Shirley Batista)


Trabalho originalmente apresentado na Jornada de Acompanhamento Terapêutico do Sítio, em novembro de 2015.

Se dizes alguma coisa, esta coisa passa pela boca; ora, tu dizes uma carroça, logo uma carroça passa por sua boca.” (Crisipo)

Como escrever um texto sobre Acompanhamento Terapêutico? Produzir uma fala? Comunicar algo disto ao outro? Estas importantes questões que fazemos aqui, não devem ser encaradas unicamente como um problema de linguagem, mas sim como perguntas que apontam para a multiplicidade que constrói a clínica do Acompanhamento Terapêutico – esta clínica nômade, flutuante, errante, que faz e se desfaz continuamente, se perde e se encontra ao mesmo tempo. Tamanha multiplicidade transparece justamente a incomunicabilidade desta experiência; pois, como se nortear diante de tantos elementos vertiginosos, localizar o que há de “clínica” no ato de acompanhar e comunicar com clareza e verdade aos outros, a concretude deste oficio?
É prezando por estes afetos que nos perpassam, que decidimos esboçar um desenho e um texto próprio acerca da clínica do Acompanhamento Terapêutico, onde a teoria aparece não como ancoragem, mas apenas como mais um elemento heterogêneo que compõem este cenário em movimento – cenário este que vai circunscrevendo também uma ideia própria da subjetividade, que é colocada sempre num diálogo/movimento tenso com a teoria e clínica psicanalítica.
Portanto, estas nossas transcrições e operações não são um mero exercício estilístico, mas sim, uma necessidade e tentativa de marcar o acontecimento desta clínica, que sempre porta a carga de um gesto inaugural e inédito em seus caminhos. Trata-se simplesmente de transcrever o Acompanhamento Terapêutico, falando disso, se escutando e reescutando, para transcrever e depois reescrever novamente aquilo que “opera, funciona, faz” esta clínica.
Transcrever é copiar, reproduzir por escrito. Adaptar uma partitura para instrumento, voz ou grupo de instrumentos que não fazem parte da composição original. Trasladar, copiar o conteúdo de alguma coisa para outro local (trasladar é também transladar, transportar de um lugar para outro). Mudar-se, passar-se. Passar para o papel o que está em formato de áudio. Registrar a transferência da posse ou do domínio de um bem. Escrever em outra língua ou em outro alfabeto. Realizar a transcrição de um texto.
Operar é realizar (uma ação), executar. Agir, obrar, trabalhar. Produzir, fazer efeito, atuar. Estar em atividade, em função. Suceder, realizar-se. Entrar em atividade ou funcionamento.
Segundo Possani, Cruz e Piné1, assim é o Acompanhamento Terapêutico: mudança de lugares, possibilidades de um “ir e vir” que abarcam distintas dimensões; sejam nos fazeres, nos olhares, formas de sentir, de compartilhar experiências e sentidos. No entanto, para mudar de lugar, para supostamente “inserir”, não basta estar lançado na cidade, já que é possível estar no meio desta, da família ou da instituição absolutamente isolado – e é justamente com esta condição de solidão radical, impossibilidade de comunicação e trânsito que o acompanhante terapêutico vai lidar. Desse ponto de vista, pensarmos em alguém recolocado em grupo não é sinônimo de pertencimento, troca ou circulação, pois isso pode não significar inserção alguma. Não se trata de uma mudança de lugar meramente topográfico, mas sim da composição de uma cartografia, do reconhecimento e produção da subjetividade: do mapa afetivo.
As pessoas que conseguem participar de grupos, atender a convites, ter interesse pelos acontecimentos, podem responder a uma diversidade de enquadres e propostas terapêuticas porque já há uma inserção primária conquistada – já há laço. Em casos em que essa possibilidade simplesmente faliu, o Acompanhamento Terapêutico trabalha na construção dessa delicada inserção primária, nos mínimos fios de ligação com o outro em uma relação com o mundo, promovendo primariamente (e primeiramente) uma inserção no campo ético e humano2.

Cena 1
Na sala de seu apartamento, Jorge me conta um sonho:
Tinha um menininho e uma menininha. Daí eu botei pelos neles e ficaram macaquinhos. O pelo foi para ajudar a não ficar assim tão exposto. Os dois macaquinhos estavam dentro de uma jaula e eram olhados por todos entre as grades. Eles estavam prestes ao ato sexual”.
Neste momento, Jorge sente uma coisa, um estremecimento corporal que reconheço como angustiante. Não só sentia, como se estremecia diante de mim, com um pouco de medo e terror. Um corpo sem pele, sem pelo, exposto.

Cena 2
Logo que chego a seu apartamento, ele pede que eu tampe com um curativo os furinhos efetuados num corpo, que suspeitava que fosse o seu (embora não somente seu, algo como um corpo estendido junto ao ambiente, sem limite claro entre o fora e o dentro). Com a porta de entrada aberta, me mostra, de costas, seu escrito e desenho:
Não vou fazer nem 1, nem 2, nem 3 furinhos em você...
Não entendo e simplesmente fico (ficamos) sem resposta. Espera com a porta aberta, e não sei o que esperamos, até que me conta que esperamos o zelador. Quer tirar algumas dúvidas, verificar alguns limites.
Não há tempo nem espaço para “significar algo” aqui, sendo possível apenas fusionar-se ao acontecimento delirante do acompanhado, para logo estranhar: “verificar alguns limites” – como ele mesmo diz.
O acompanhante terapêutico só pode efetivar e verificar um limite na medida em que se permite “acompanhar”, “operar”, nesta ação que leva o par (quase que imperceptivelmente) da fusão à separação, diferenciando o fora e o dentro, o eu e o outro, o antes e depois, o pensamento e a fala.
Podemos nos remeter, aqui, numa acepção lacaniana, à banda de Moebius que, conforme Costa3 diz, “parece apresentar metaforicamente, as precondições e os efeitos de tal intervenção: não há uma separação entre o dentro e fora, mas uma extensão entre estas duas dimensões, sendo que a dobra é o sujeito quem faz”.

***

O acompanhante terapêutico, com uma escuta cuidadosa, testemunha, estranha, “não entende” os acontecimentos/acometimentos e afetos sem ecos, solidificados pela estagnação e enrijecimento do cotidiano do acompanhado. A ressonância dos afetos torna possível a criação de vínculos, afetando os que fazem parte destes vínculos.
Sobre esta disposição dos afetos e de ser afetado, Vladimir Safatle4 escreve:
A maneira com que somos afetados define o que somos e o que não somos capazes de ver, o que somos e o que não somos capazes de sentir e perceber. Definido o que vejo, sinto e percebo, define-se o campo das minhas ações, a maneira com que julgarei o que faz parte e o que está excluído do meu mundo.”

Cena 3
Máquina de sono/sonho é o inconsciente em fluxo. Contínua produção de subjetividade.
Máquina não somente de produção, mas também de represamento, controle: “há uma máquina de monitoramento do sono/sonho em que não se deixa estar oculto”. Máquina de perfuração. Por vezes perfura o sono e a vigília.
Jorge já não sabe quando acorda ou sonha, quando dorme ou apaga, tomando uns dois ou três “frontal”.

Cena 4
No ponto de ônibus vi o rapaz jovem, gordinho, de olhos e cabelos claros, que distribuía panfletos pelas ruas do bairro. Não entendia bem se ele estava a esperar um ônibus também como eu, se ele estava ou não ali, já que não havia separação entre o que estava fora e dentro dele. Na rua, ele aborda um senhor e lhe pede um cigarro, ao que este responde secamente: “Cada um que sustente seu vício”. O senhor simplesmente passou, nem bem o olhou, mas o rapaz permaneceu ali, na rua. Ficou preso, parado e repetindo:
Sim, você está certíssimo, você está certo: cada um que sustente seu vício... Sim, você está certíssimo, você está certo: cada um que sustente seu vício...
Retomou o prumo e voltou para a calçada, desagregado do grupo de pessoas que esperavam o ônibus – mas ao mesmo tempo estava ali, no grupo. Pensei que se tivesse um cigarro eu lhe daria. Pensei em comprar um cigarro para ele. Por fim, entramos no mesmo ônibus; desconhecidos, porém vistos.

Cena 5  
Renato me conta que estava vindo para sua sessão de análise quando Caíque, seu filho já com seus 19 anos, estava com ele em sua casa. Ele precisava sair e se despedir do filho – movimento esse exigente e difícil de conduzir para o pai de Caíque, frente a um filho que cola e clama por sua presença e corpo incessantemente.
Perguntei para Renato se ele falou para o filho que estava vindo para cá, ao que ele me respondeu que sim. Disse-me que Caíque queria vir junto com ele, que não queria ir mais ao CAPS. Renato respondeu ao filho:
Não, calma! Um dia, nós vamos juntos até o Juan e nós três vamos nos encontrar; mas hoje não.”
Surge neste pai a capacidade de poder dizer ao filho: não, sim, mas, daqui a pouco. Capacidade de se movimentar, passear, de explorar as matizes entre a presença e a ausência para com o filho, e também para comigo. Matizes paternas que tendem sempre a se esvair.
Escuto esta cena que Renato me conta, não apenas como um discurso, mas como algo a ser feito. Escuto a possibilidade real de me encontrar com eles, com os três. Vejo movimento nisso, movimento de corpo, de lugar, quero fazer isso com eles, traçar este percurso. E proponho efetivamente:
Vamos fazer isso!
Abre-se assim o caminho para o acompanhante terapêutico numa sessão de análise, pois esvair-se das pré-condições teóricas e clínicas estabelecidas faz parte de todo processo analítico (ou ao menos deveria fazer parte).
Esvaio-me em prol do ato interpretativo que visa atender as necessidades concretas de Renato, que se esvaía ao se defrontar com a demanda paterna de seu filho, que busca reconhecer os limites do seu corpo ao lado do pai. No entanto, estes limites também são tão pouco estabelecidos para o próprio Renato, que sua análise porta a mesma demanda ao analista.

Cena 6
Eu não queria achar um culpado. Estou tendo de me esforçar muito para não ficar com raiva de você, para não te culpar. Mas quem é, quem é que faz toda essa porra? Todas essas coisas? É sempre fácil pegar a mãe de novo para culpá-la, mas também não é ela. Quem é ou o que é isso que pune, que é paulera, que dá raiva... tudo isso que vem de fora. É necessariamente alguém ou é algo como uma força que punge, invade?

***

O acompanhante terapêutico, com seu desejo, escuta, sustenta, cartografa possíveis “interlocutores” para o acompanhado. Sua escuta do discurso não se vincula unicamente à palavra, mas também, e principalmente, ao fazer, ao testemunhar, ao estar junto – do acompanhado, do seu ambiente, dos cuidadores, do carro que passa, do pio do passarinho, do gato na rua. Tudo isso é discurso do acompanhado - possibilidades de subjetivação, possibilidades de encontro. Fazer “este” que remete aos atos contínuos da dupla, ao movimento dos corpos, aos movimentos dos lugares, ao modo como esta clínica funciona, opera, faz. Se faz coisas no Acompanhamento Terapêutico, se faz acontecer coisas junto5:
Entra, sai, levanta, senta, come, fala, cala, pega, aparece, desaparece, anda.

Cena 7
Ele andava com um boné e com um lenço envolto em sua cabeça, cobrindo assim seu rosto, permanecendo visível aos outros apenas os seus olhos. Passei por ele e, capturada por sua composição, quis olhar para trás, olhar outra vez, a fim de vê-lo melhor.
Ninguém o olhava, apenas eu o olhei. Com sua estética única, ele exercia uma denúncia sob o mundo: o singular, o diferente, desaparece em meio à mesmice. Estes ditos “estranhos” que transitam pela rua se mantêm, ou na invisibilidade, ou então podem convocar ao olhar honesto ao encontro: ao despontar de uma relação. Quis me relacionar.

Cena 8
Existe uma máquina de gravação de tudo que digo (ou será dito). Eu confio em você, mas vou sempre desconfiar de você. Mas de quem é que vai se desconfiar? É, essa poesia já foi, mas até que dá pra deixar passar. Você é uma guarda. Existe a guarda médica: os medicamentos são uma guarda.

Cena 9
Juraci mal me olhava. Ele vivia na rua e eu sempre passava por ele, sempre o notando, sempre o olhando. Tinha a nítida impressão que eu era transparente. Eu, para ele, não existia; e ainda assim notando, olhando, sendo afetada por ele: ele existia!
Com o tempo se afetou por mim, começou a me olhar de rabo de olho – não conhecia, não entendia o olhar do outro. Foi um longo processo até o dia em que Juracy, me olhando, me pediu uma moeda. Não escutei este pedido como esmola e sim como a efetivação de uma relação entre eu e Juracy. Como eu não tinha dinheiro, pedi a ele que esperasse. Fui até a minha casa para lhe dar uma moeda que não significava uma “esmola”. O meu gesto foi outro: foi o de quem olha para o outro e reconhece que há alguém ali, e alguém que me interessa.

***

É quando se dá lugar para a pessoa, que ela começa a existir. A rua, este emblema do AT, está posta sempre como elemento fundamental de seu cenário; porém, ainda que fundamental, é justamente onde se dá o desaparecimento do acompanhado. Não é bem por palavras que este corpo invisível vai aparecer, mas sim pela concretude de um ato do acompanhante, pela consideração constante da sua presença e do outro na cena: por uma presença que permita uma diferença, o mínimo de dialetização.
Para Possani, Cruz e Piné6 trata-se de
(...) um posicionamento frente ao estado emocional, uma maneira de estar com alguém que está sofrendo de impedimentos éticos, uma oferta de um lugar no outro. A primeira inserção possível é sempre através de um outro devotado, de um encontro que só será possível através da sustentação da experiência de criação. Estar incluído significa criar e encontrar o outro e o mundo que se habita. A impossibilidade de brincar, de usar o mundo no sentido winnicottiano, ser presença, imprimir uma transformação e utilização criativas são adoecimentos próprios da atualidade. Brincar significa ter essa capacidade viva como presença singular no mundo, ser capaz de modificá-lo e participar de experiências, estar em comunidade, afetar e ser afetado. A tarefa primordial do AT é possibilitar que o gesto, aquilo que é próprio, se dê no encontro com o mundo e promova a experiência de presenças significativas.
Este movimento em traçar a propriedade clínica do AT, mapeia distintos lugares e concepções acerca deste, firmando-se assim também enquanto multiplicidade. Deleuze e Guattari7 definem multiplicidade como algo que “não tem nem sujeito nem objeto, mas somente determinações, grandezas, dimensões que não podem crescer sem que mude de natureza”.
Se a natureza desta clínica é o nomadismo, ela não poderá se fechar num modo operandis a priori, num modo único ou acabado de fazer a clínica, de instituir uma terapêutica. Sendo assim, a sua sustentação teórica será sempre plural, e a forma de fazer a clínica, será sempre no devir do acompanhado, no inaugural: desapropriada de uma pré-identidade clínica.
Palombini8 nos lembra que é a partir da Psicanálise que emerge a sustentação teórica do AT, julgado inclusive pela bibliografia existente acerca do tema – onde é principalmente no pensamento de Lacan, Winnicott, Deleuze e Guattari que esta prática clínica encontrará sustentação.
Nestes autores, sem exceção, podemos identificar os mesmos princípios norteadores de uma concepção de subjetividade, cuja síntese seria de que a subjetividade se constitui na relação a uma alteridade; a ideia de que se trata de uma subjetividade não transparente a si mesma, que não se deixa apreender integralmente por um saber, guardando uma dimensão de resistência, que não se deixa capturar: o inconsciente. Sem dúvida, podemos reconhecer em Freud a matriz inspiradora dessa concepção de subjetividade que permeia as três teorias. Mas, isto posto, cada um desses autores vai ler Freud à sua maneira, fazendo avançar ou subvertendo um ou outro aspecto da sua obra que é, por definição, assimétrica e plural. Daí se originam concepções distintas de inconsciente, de sujeito (ou subjetividade) e formas distintas de fazer clínica9.
Nós também lemos a Psicanálise a nossa maneira, referenciados à ideia colocada por Maria Rita Kehl10 de que esta “é, antes de mais nada, uma prática da dúvida em contraposição às certezas totalitárias que regem a vida imaginária”.
Para Araújo11, no caso do AT, mais do que reivindicar um estatuto clínico já estabelecido para si mesmo, este terá a função de colocar, através de sua prática e de sua produção, a própria clínica em questão.
Pois então, questionemo-nos.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
1 POSSANI, T.; CRUZ, M. S. & PINÉ, A. S. (2012) Cadernos Habitat: Contornos do AT. São Paulo: Dobra Editora.
2 POSSANI, T.; CRUZ, M. S. & PINÉ, A. S. (2012) Cadernos Habitat: Contornos do AT. São Paulo: Dobra Editora.
3 COSTA, Ana Paula de Carvalho da (2014) “O Acompanhamento Terapêutico, Uma ampliação da clínica” in Acompanhamento Terapêutico e Psicanálise. Edição n 237 – ago/2014. Correio APPOA. Porto Alegre, Edição 237, ago. 2014. Disponível em: http://www.appoa.com.br/correio/edicao/237/o_acompanhamento_terapeutico_uma_ampliacao_da_clinica/117 . Acesso em: 27 nov. 2015.
4 SAFATLE, Vladimir (2015) Quem tem o direito de falar. Folha de São Paulo, São Paulo, 25 de abr. 2015.
5 Pedras, plantas e outros caminhos. Direção: Rodrigo Sivieri e Coletivo de ATs. Coordenação do Coletivo de ATs: Prof. Dr. Ricardo Wagner Machado da Silveira. Uberlândia – MG: UFU/TVU, 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DM-YQXkT7LE . Acesso em: 27 nov. 2015.
6 POSSANI, T.; CRUZ, M. S. & PINÉ, A. S. (2012) Cadernos Habitat: Contornos do AT. São Paulo: Dobra Editora.
7 DELEUZE, G. & GUATTARRI, F. (1995) “1. Introdução: rizoma” in Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia 2, vol. 1. São Paulo: Ed. 34.
8 PALOMBINI, Analice de Lima (2007) Vertigens de uma psicanálise a céu aberto: a cidade – contribuições do acompanhamento terapêutico à clínica na reforma psiquiátrica. 2007. 247 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.
9 PALOMBINI, Analice de Lima (2007) Vertigens de uma psicanálise a céu aberto: a cidade – contribuições do acompanhamento terapêutico à clínica na reforma psiquiátrica. 2007. 247 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.
10 KEHL, Maria Rita (2002) “A virada freudiana” in Sobre ética e Psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, (p.125).
11 ARAÚJO, F. (2006) Um passeio esquizo pelo Acompanhamento Terapêutico: dos especialismos à política da amizade. Niterói, RJ.

JUAN SALAZAR é psicólogo, psicanalista e acompanhante terapêutico.
SHIRLEY BATISTA é psicanalista, acompanhante terapêutica e educadora.
Site: www.sitioat.com