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Mostrando postagens de 2017

NOTÓRIOS DA PSICANÁLISE: HERBERT GRAF

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HERBERT GRAF(1903-1973) é o nome por trás do pseudônimo do caso clínico do “Pequeno Hans”. Até 1972, data da publicação das “Memórias de um homem invisível”, transcrição das quatro entrevistas concedidas por Herbert Graf ao jornalista Francis Rizzo, não se conhecia a identidade do “menino de cinco anos” que se celebrizou sob o nome de “Pequeno Hans”, graças ao relato feito por Sigmund Freud sobre sua análise, realizada sob a condução de Max Graf, pai do paciente. Considerado um dos grandes casos clínicos da história da Psicanálise, o tratamento do Pequeno Hans ocupou rapidamente um lugar especial nos anais do freudismo, a começar pelo fato de que o paciente (pela primeira vez) era uma criança e, além disso, porque Freud, em vez de ficar na posição de analista, interviera como supervisor. A análise propriamente dita do Pequeno Hans desenrolou-se durante o primeiro semestre do ano de 1908. Foi contemporânea da de Ernst Lanzer, o Homem dos Ratos. Freud, com a autorização do pai do menino, p…

OFICINA-CLÍNICA E ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO: FAZERES E TESTEMUNHOS NO COLETIVO (Juan Salazar, Lívia Bustamante van Wijk, Shirley Batista)

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Trabalho originalmente apresentado no XI Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico – nov/2017

PREÂMBULO A Oficina-clínica é lugar nômade de cuidado em saúde mental, que envolve testemunho, diferença, convivência, presença e fazeres, sendo destinada a toda pessoa interessada em participar. Tal acontecimento funciona a partir da Psicanálise e do Acompanhamento Terapêutico (AT), orientando o processo de investigação e produção destes “fazeres”, que abrangem sempre linguagens heterogêneas, podendo inclusive serem artísticas ou não. Colagem, culinária, desenho, estêncil, escrita, música, jardinagem, reparos de pequenos objetos e móveis, dentre outras coisas, fazem parte do nosso repertório. Trata-se sempre de inaugurar e descobrir um novo modo de fazer algo, que leve sempre em conta as condições do outro. É possível inclusive não fazer nada, já que a Oficina-clínica é também lugar de sustentação do encontro das diferenças e da oportunidade de convívio. Ela vem acontecendo numa ca…

ENCONTRO "LER & ESCREVER": (DES)CONSTRUÇÃO, (DES)ILUSÃO

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Prezados Leitores
É com muita satisfação que convidamos para, no próximo dia 11/nov/2017, sábado, das 15h às 18h, o VII Encontro “LER & ESCREVER”, promovido pela REVISTA VÓRTICE DE PSICANÁLISE. O tema do Encontro será “(DES)CONSTRUÇÃO, (DES)ILUSÃO”.
Uma vez eu tive uma ilusão / E não soube o que fazer / Não soube o que fazer / Com ela / Não soube o que fazer / E ela se foi / Porque eu a deixei / Por que eu a deixei? / Não sei / Eu só sei que ela se foi” (Arnaldo Antunes, Julieta Venegas & Marisa Monte)
A Psicanálise pode ser considerada como a “Ciência da Desilusão”. “Ciência”, pois possuiu um Método, próprio, que regula toda a operação clínica – o Método Interpretativo. O analista interpreta. Interpretar é criar experimentalmente, no íntimo da própria experiência clínica, o desencontro lúdico das palavras, das frases, dos discursos, dos gestos, dos tempos, dos espaços, no intuito de romper o campo de sentido vigente, aprisionante, tornando o campo representacional mais amplo e fl…

TRANSMISSÃO – “A ESCOLA DA RUA” (Radmila Zygouris)

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PREÂMBULO Inaugurando a nova sessão “TRANSMISSÃO”, serão publicados, pelo corpo editorial da REVISTA VÓRTICE DE PSICANÁLISE, textos considerados fundamentais na transmissão da Psicanálise. O primeiro texto escolhido é “A ESCOLA DA RUA” (2012), da psicanalista iugoslava radicada na França, Radmila Zygouris. Mas afinal, como se forma um psicanalista? Como e aonde se apreende a Psicanálise? Como se transmite a sua prática? Todos podem se tornar psicanalistas? Estas e outras questões são problematizadas e respondidas pela autora, que constrói uma metáfora da rua enquanto significante da liberdade e de um lugar de saber, mas um saber distinto daquele encontrado nas instituições. A rua enquanto lugar público e coletivo, onde se mistura o político e o sexual, onde as pulsões são solicitadas e se lançam em uma desordem amorosa, de uma espécie não repertoriada pelo discurso familiar e psicanalítico, para além do Édipo. CORPO EDITORIAL
“A ESCOLA DA RUA” (Radmila Zygouris)
UMA RESPOSTA INTEMPESTIVA U…