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Mostrando postagens de Maio, 2017

APONTAMENTOS SOBRE A ELABORAÇÃO DO LUTO COLETIVO APÓS O TRAUMA (Carolina Sieja Bertin)

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O presente artigo procura ilustrar outras possibilidades de elaboração do luto como fenômenos de grandes grupos que passaram por tragédias (no caso a Alemanha e a comunidade judaica pós Segunda Guerra), levando em consideração fatores como a formação de imagens e de representações que os sujeitos fazem de si e do outro. Diante disso, observamos que o fator da perda é o que une os indivíduos de tais grupos, e a elaboração do que foi perdido acarretaria, não apenas em uma dissolução de tais laços, como também na formação de uma nova identidade.   
O sentimento de tristeza profunda proveniente pela morte de alguém faz parte do cotidiano de todos os seres humanos que, invariavelmente, encontram-se envolvidos em separações e perdas reais ou imaginárias, extrapolando, assim, a esfera da clínica. Em Luto e Melancolia (1917), por exemplo, Freud de fato inaugura um ponto de partida para elaborações psicanalíticas sobre a perda, mas também expande seu estudo para as questões do trauma, dos estad…

A QUESTÃO DA LEI NA PSICANÁLISE E NO DIREITO: UM DESENVOLVIMENTO A PARTIR DE “TOTEM E TABU” (Camila De Freitas Moraes)

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Este trabalho, através da utilização da teoria psicanalítica a partir dos conceitos freudianos e de seus comentadores, tem por objetivo analisar a questão da Lei, discutindo o que seria a lei para o âmbito jurídico e a Lei para a Psicanálise. Para tanto, utilizou-se como embasamento principal o texto freudiano “Totem e Tabu” (1912-1913), onde Freud lança a conjectura de que o Ato fundador da sociedade humana foi o assassinato do Pai da horda primitiva pelos próprios filhos, sendo de suma importância ressaltar que o ato criminoso é que instaura uma Lei na Cultura, de modo a civilizá-la e organizá-la. Seguindo “Totem e Tabu”, o crime cometido, ao invés de autorizar os filhos a esposar as mulheres da horda, fez com que estes, pela via da culpa, internalizassem a Lei paterna, e nesse sentido, o Pai primevo mesmo morto é referenciado a uma autoridade simbólica, que por sua vez, estabelece uma lei: não matarás teu pai, nem desposarás de tua mãe. Logo, é a proibição do incesto e do parricídi…