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Mostrando postagens de Agosto, 2017

TRANSMISSÃO – “A ESCOLA DA RUA” (Radmila Zygouris)

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PREÂMBULO Inaugurando a nova sessão “TRANSMISSÃO”, serão publicados, pelo corpo editorial da REVISTA VÓRTICE DE PSICANÁLISE, textos considerados fundamentais na transmissão da Psicanálise. O primeiro texto escolhido é “A ESCOLA DA RUA” (2012), da psicanalista iugoslava radicada na França, Radmila Zygouris. Mas afinal, como se forma um psicanalista? Como e aonde se apreende a Psicanálise? Como se transmite a sua prática? Todos podem se tornar psicanalistas? Estas e outras questões são problematizadas e respondidas pela autora, que constrói uma metáfora da rua enquanto significante da liberdade e de um lugar de saber, mas um saber distinto daquele encontrado nas instituições. A rua enquanto lugar público e coletivo, onde se mistura o político e o sexual, onde as pulsões são solicitadas e se lançam em uma desordem amorosa, de uma espécie não repertoriada pelo discurso familiar e psicanalítico, para além do Édipo. CORPO EDITORIAL
“A ESCOLA DA RUA” (Radmila Zygouris)
UMA RESPOSTA INTEMPESTIVA U…

PÉROLAS PARA ANTÍGONA (Marcos InHauser Soriano)

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Entre os jovens senhores, os mais inteligentes sabem o que devem procurar em uma esposa: docilidade, alegria e a habilidade de tornar a vida do casal mais instigante e mais fácil.”1 (SIGMUND FREUD)
Figura da Mitologia Grega, Antígona é uma das filhas do casamento incestuoso de Édipo e Jocasta. Considerada exemplo de amor fraternal e de lealdade, insubmissa às leis humanas, foi a única filha que não abandonou o pai quando da expulsão de Édipo de seu reino em Tebas, acompanhando-o fielmente até sua morte. Na versão de Sófocles, na Trilogia Tebana, Creonte ordena que ela seja enterrada viva, emparedada em uma caverna. Ismênia, sua irmã, tenta defende-la, oferecendo-se para morrer em seu lugar, mas Antígona não aceita. Hêmon, seu noivo e filho de Creonte, não conseguindo salvá-la, suicida-se. Ao saber do suicídio do filho, Eurídice, mulher de Creonte, também se mata – o amor fraterno da figura messiânica provocando a tragédia: “sem lágrimas... eu, em muito a mais perversa”. Antígona, etimo…

NOTÓRIOS DA PSICANÁLISE: HANNS SACHS

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HANNS SACHS, psicanalista austríaco, Doutor em Direito, nasceu a 10 de janeiro de 1881, em Viena, e morreu a 10 de janeiro de 1947, em Boston (Estados Unidos). Filho de um advogado judeu cuja família era oriunda da Boêmia, após seus estudos de Direito na Universidade de Viena obteve o doutorado em 1904 e começou a exercer a advocacia. No mesmo ano produziu-se a experiência determinante de sua vida com a leitura de “A interpretação dos sonhos”, de Freud (1900), que lhe causou uma forte impressão. Entrou em contato com Freud e, em 1909, foi admitido na Sociedade das Quartas-Feiras. Participou depois do “comitê”, o círculo restrito dos primeiros psicanalistas em torno de Freud. Hanns Sachs tinha dons artísticos e literários. Traduziu para o alemão poemas de Rudyard Kipling e esteve sempre interessado nas possibilidades de aplicação das ideias e métodos da Psicanálise aos fenômenos culturais. Com Otto Rank, a quem permaneceu estreitamente ligado até o dia em que este último rompeu com a psic…